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Mensagem do pároco › 06/03/2016

Alocução – Posse como pároco de Nossa Senhora Aparecida

 

Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova . . . E tudo vem de Deus, que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação” (2Cor 5).

Nestas palavras, que São Paulo dirige aos coríntios e a nós, temos uma síntese da mensagem da Liturgia da Palavra da celebração de hoje, que nos fala de Misericórdia e Reconciliação:

– Reconciliação do filho com o Pai misericordioso; reconciliação dos irmãos entre si e reconciliação da humanidade com Deus.

Percebo como é providencial que seja este o tema da Liturgia, no dia em que me é confiada a responsabilidade como pároco desta comunidade de Nossa Senhora Aparecida, neste ano em que o Papa Francisco proclamou o Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

A missão da Igreja é evangelizar; e o Evangelho é a “Boa Nova”, por excelência, que brota do coração de um Deus que é Pai misericordioso e cujo rosto se revela no Filho – Jesus Cristo – que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10) e que, para isso, nos envia o Espírito Santo – Amor de Deus e Alma do Corpo Místico de Cristo, constituído por todos nós, tendo como cabeça o próprio Jesus.

Esta é, portanto, a nossa missão: Evangelizar!

Porque a comunidade paroquial é Igreja e deve ser a presença dessa Igreja de Jesus Cristo na realidade concreta do bairro e da cidade em que se insere.

E é esse o convite que faço à Comunidade Paroquial de Nossa Senhora Aparecida: que, partindo e tendo como alicerce tudo aquilo que já vem sendo realizado ao longo de sua história, esta comunidade sinta-se sempre seduzida pela perene Palavra de Deus e aceite, hoje, os novos desafios que nos estão sendo propostos pela Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia e outros apelos instigantes do Papa Francisco, sempre em conexão com planos de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo.

Nas palavras do Papa: “No nosso tempo, em que a Igreja está comprometida na nova evangelização, o tema da misericórdia exige ser reproposto com novo entusiasmo e uma ação pastoral renovada. É determinante para a Igreja e para a credibilidade do seu anúncio que viva e testemunhe, ela mesma, a misericórdia. A sua linguagem e os seus gestos, para penetrarem no coração das pessoas e desafiá-las a encontrar novamente a estrada para regressar ao Pai, devem irradiar misericórdia.”(Misericordiae Vultus §12)

E mais adiante: “Neste Ano Santo, poderemos fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dramática. Quantas situações de precariedade e sofrimento presentes no mundo atual! Quantas feridas gravadas na carne de muitos que já não têm voz, porque o seu grito foi esmorecendo e se apagou por causa da indiferença dos povos ricos. Neste Jubileu, a Igreja sentir-se-á chamada ainda mais a cuidar destas feridas, aliviá-las com o óleo da consolação, enfaixá-las com a misericórdia e tratá-las com a solidariedade e a atenção devidas. Não nos deixemos cair na indiferença que humilha, na habituação que anestesia o espírito e impede de descobrir a novidade, no cinismo que destrói. Abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda. As nossas mãos apertem as suas mãos e estreitemo-los a nós para que sintam o calor da nossa presença, da amizade e da fraternidade. Que o seu grito se torne o nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que freqüentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo.” (Misericordiae Vultus § 15)

Somos chamados a trabalhar, na solidariedade paroquial e em comunhão com toda a Igreja, para que o Evangelho penetre cada vez mais profundamente a nossa realidade eclesial e social, provocando uma contínua transformação, através da qual se vá concretizando o projeto de Deus: do Reino da Verdade, da Justiça cuja raiz é a fraternidade e do Reino do Amor oblativo e misericordioso que faz desabrochar a vida em abundância para todos, já aqui no tempo e na história, na prefiguração e na perspectiva da plenitude da Vida absolutamente feliz que Deus nos reserva para a “Trans-história”.

Ao concluir esta alocução, quero dirigir breves palavras de agradecimento: a Dom Eduardo, pela confiança depositada ao me confiar este ministério; aos caros irmãos padres que vieram concelebrar conosco esta Eucaristia e a todos aqui presentes, tanto aos membros desta comunidade que hoje me acolhe, como aos que vieram de outras comunidades para se solidarizarem conosco nesta celebração.

Gostaria, ainda, de agradecer ao Pe. Valmir e aos párocos que nos antecederam: Pe. Lucas e Pe. Cido, pela dedicação e por tudo o que realizaram ao longo dos anos em que aqui exerceram seus ministérios. Também o Pe. Tobias, com certeza, junto de Deus continua intercedendo por nós.

Quero, sobretudo, agradecer a Deus por tantas bênçãos recebidas ao longo de minha vida e que, na sua misericórdia, me quis chamar ao seu serviço como padre, para diferentes missões e agora, em particular, para esta acolhedora Comunidade de Nossa Senhora Aparecida.

Obrigado Senhor!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo . . .

Pe. Domingos G. Barbosa de Almeida Jr.

 

 

 


Horários das Missas

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